Câncer de Pele – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos


O Brasil registra 135 mil casos novos de câncer de pele ao ano.

Este tipo de câncer tem baixa letalidade, no entanto, a quantidade de novos casos confirmados todos os anos preocupa os especialistas.

A principal causa da doença, segundo os médicos, é a exposição prolongada ao sol, principalmente em horários com mais incidência de raios ultravioletas e sem o uso de protetor solar.

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O câncer de pele resulta do crescimento das células fora do padrão normal. Especialistas explicam que o câncer de pele é classificado conforme a camada de células afetada.  Carcinoma basocelular e o espinocelular são os tipos mais comuns de câncer de pele. O melanoma, câncer mais agressivo, não é muito comum, porém é letal, quando detectado em estágio avançado.

A exposição excessiva à radiação ultravioleta provoca o crescimento de tumores na pele. As pessoas ficam muito tempo sob o sol, justamente em horários impróprios, não utilizam protetores solares. Há também casos provocados pelo bronzeamento artificial. O câncer de pele não-melanoma, quando detectado precocemente, tem mais chance de cura.

Por isso, os especialistas recomendam que as pessoas, principalmente aquelas que se expõem com frequência ao sol, examinem com regularidade a pele do corpo para identificar alterações como pintas, manchas e outros sinais suspeitos. Ao perceber algo estranho na pele, é recomendável fazer uma consulta com o dermatologista. Quanto mais cedo o câncer de pele for diagnosticado maiores serão as chances de cura.

Sinais do câncer de pele

O autoexame é fundamental para detectar sinais suspeitos. O paciente que conhece bem a própria pele terá facilidade para observar mudanças. Eczemas, pintas e outras lesões tanto podem ser benignas como um câncer de pele. O exame clínico ou a biópsia são procedimentos necessários para confirmar o câncer de pele. Fique atento aos seguintes sinais e sintomas:

  • Lesão na pele elevada, que sangra com facilidade, aparência brilhante, avermelhada, rósea, castanha, multicolorida ou translúcida.
  • Pinta preta ou castanha, que apresenta crescimento, é irregular nas bordas e muda de cor.
  • Ferida ou mancha que cresce, coça, apresenta crostas, sangramento, erosões e não cicatriza.

Câncer de pele: regra do ABCD

Dermatologistas seguem uma metodologia para identificar o câncer de pele – carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. É a regra do ABCD: Assimetria, Borda, Cor e Dimensão.

O sinal suspeito assimétrico, com borda irregular, dois tons de cor e tamanho superior a 6 mm, provavelmente é do tipo maligno. Quando é simétrico, borda regular, uma cor e menor que 6 mm, pode se tratar de um câncer não-melanoma. Estas informações servem como referência para o autoexame, no entanto, apenas a avaliação médica e os exames complementares poderão confirmar o diagnóstico.

Tipos de câncer da pele

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Ocorre nas células basais, situadas na camada superior da pele. Quando detectado precocemente pode ser curado facilmente. É um câncer de baixa letalidade.

As áreas mais atingidas são as orelhas, rosto, pescoço, ombros, couro cabeludo e costas porque estas partes do corpo costuma ficar mais expostas ao sol, sem proteção contra a radiação ultravioleta.  Em alguns casos, a lesão é semelhante à psoríase ou eczema. O mais comum é um tipo de nódulo-ulcerativo, que sangra facilmente.

O carcinoma espinocelular é mais comum entre os homens. Atinge as células escamosas, na camada superior da pele. Pode afetar todas as partes do corpo, porém, é mais frequente em áreas expostas ao sol.  Além do dano solar, outros fatores podem desencadear a doença como feridas crônicas, medicação contra a rejeição de órgãos transplantados, contato com produtos químicos, radiação, entre outros.  Apresentam-se, geralmente, com uma cor avermelhada, como um machucado ou ferida que não cicatriza e sangra. Em alguns casos, assemelham-se como verrugas. O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista.

Melanoma: câncer mais agressivo e letal

O melanoma não é um câncer de pele muito comum no Brasil. Porém, é o mais letal quando a doença não é detectada na fase inicial. Quando o diagnóstico é precoce a chance de cura é de 90% dos casos.  Atinge as células que produzem a melanina, os melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele. A probabilidade é maior em áreas do corpo expostas à radiação solar.

Como a doença também decorre de fatores hereditários, é importante que os parentes de vítimas desse tipo de câncer façam exames periódicos a fim de prevenir a doença, principalmente se o paciente for um familiar de primeiro grau.  Quando detectado na fase inicial, é mais fácil remover o melanoma, através de uma cirurgia. No entanto, se esse tipo de câncer encontra-se em estágio avançado pode ocorrer a metástase para os outros órgãos do corpo e, com isso, a chance de cura diminui.

A aparência do melanoma é similar a uma pinta ou sinal de pele, com tonalidade castanha ou preta. Mudanças na cor, formato, tamanho e sangramento são indícios de que pode ser tratar de um câncer e não uma simples pinta ou marca de pele. É importante manter-se atento a essas manifestações. O ideal mesmo é consultar o dermatologista o quanto antes.

O melanoma é mais comum em pessoas de pele clara. Porém, pessoas com pele mais escura e negros também pode sofrer com esta doença. Considerando que o melanoma surge nas células que produzem a substância que dá pigmento à pele, os melanócitos.

Tratamento do câncer de pele

Para o câncer de pele não-melanoma, ou seja, o carcinoma basocelular ou espinocelular há diversos procedimentos médicos com altas chances de cura – cirurgia para remover o tumor; curetagem e eletrodissecção (raspagem da lesão e uso de bisturi eletrônico para destruir as células cancerígenas); criocirurgia (uso de nitrogênio líquido a menos 50 graus); cirurgia a laser e a cirurgia micrográfica de Mohs (remoção do tumor e análise das margens da lesão para identificar se o câncer atingiu camadas mais profundas); e terapia fotodinâmica. Além desses procedimentos, o paciente poderá ser submetido à radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e fazer uso de medicação oral ou tópica.

Quando o paciente está com melanoma, os procedimento mais comuns são a cirurgia excecional (uso de bisturi) ou a cirurgia micrográfica de Mohs. Medicamentos mais modernos podem aumentar a sobrevida do paciente com melanoma metastático. Porém, com no estágio avançado não há cura, é fundamental recorrer ao médico assim que detectar alterações na pele. O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura ou sobrevida do paciente.

Prevenção contra o câncer da pele

  • Evite a exposição prolongada ao sol, principalmente no horário das 10 às 16 h.
  • Proteja a pele contra os raios UV, usando protetor solar com fator mínimo de 30. Use diariamente, não somente em dias de lazer na praia, piscina e outros locais.
  • Use barracas feitas de lona ou algodão, que absorvem 50% dos raios UV. Barracas de nylon não formam uma barreira ideal.
  • Consulte-se regularmente com o dermatologista.
  • Bronzeamento artificial por motivo estético foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, desde 2009. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou as câmaras de bronzeamento artificial como agentes cancerígenos.