Como curar Atrofia Muscular


A atrofia muscular é a diminuição do tamanho do músculo que pode ocorrer por variadas razões, sendo a mais comum a falta de uso frequente.

É um problema que atinge milhares de pessoas em todo o Mundo e pode ser verdadeiramente condicionador pois impede os seus portadores de terem uma vida normal.

Contudo, este problema tem cura em muitos casos. No artigo de hoje vamos explorar esta condição física!

O que é e porque existe a atrofia muscular?

Existem dois tipos de atrofia muscular. A mais comum é a atrofia que ocorre por falta de exercício físico. O músculo não é utilizado e como tal atrofia, perdendo tecido muscular. Pessoas que passam muito tempo sentadas ou que têm doenças que as impeçam de caminhar, desenvolvem facilmente esta condição, sobretudo nos músculos das pernas. O outro tipo de atrofia é a neurogénica. Esta atrofia muscular ocorre quando existe uma lesão ou alguma doença em algum dos nervos que se conectam ao músculo. Alguns exemplos de doenças que causam atrofia muscular são esclerose lateral amiotrófica, nauropatia, pólio e síndrome de Guillain-Birré.

Também é comum que a atrofia muscular apareça com o envelhecimento, pois é normal que com o passar da idade as pessoas acabem por adotar um estilo de vida mais sedentário e parado, o que contribui para a perda do tecido muscular. No entanto, as principais causas de atrofia muscular são as seguintes:

1. Pouco uso dos músculos

As pessoas podem usar pouco os músculos por diversos motivos, sendo o mais comum a falta de vontade de praticar exercício físico.

Contudo, como já referimos, há doenças que nos impedem de nos exercitarmos e por esse motivo passamos muito tempo deitados ou sentados, o que faz muito mal ao músculo. Também é frequente os músculos de membros engessados atrofiarem.

Quando se parte um braço ou uma perna é necessário depois fazer fisioterapia para que o músculo volte à sua forma normal.

2. Envelhecimento

É natural perdermos massa muscular com a idade e o facto de sermos mais velhos também nos torna mais sedentários e com menos aptidão para fazer exercício físico. A consequência natural é o atrofio de alguns músculos, sobretudo dos membros superiores e inferiores.

3. Diminuição na produção de hormonas

No caso dos homens, é comum que a produção de testosterona diminua com o passar dos anos e essa redução desta hormona vai provocar atrofia muscular.

4. Alimentação inadequada

A falta de proteínas e de hidratos de carbono faz com que o organismo consuma o próprio músculo, para conseguir ter energia e proteínas suficientes que deveriam vir dos alimentos. O resultado desta alimentação errada é a perda de massa muscular e a consequente atrofia dos músculos.

Muitas vezes as pessoas que praticam exercício físico não conseguem ver a sua massa muscular aumentar e isso acontece porque não ingerem hidratos de carbono suficientes e durante o treino o músculo acaba por reduzir de tamanho pois o corpo precisa de ir buscar energia a algum lado.

5. Lesões no cérebro

Lesões no cérebro, na medula e em nervos periféricos podem causar atrofia muscular. Por exemplo, pessoas acamadas e tetraplégicas acabam por desenvolver atrofias musculares severas.

Sintomas da atrofia muscular 

A atrofia por falta de uso manifesta-se com músculos fracos e flácidos. No caso de condições de saúde mais graves como a atrofia muscular neurogénica, os sintomas são diferentes. Um dos mais manifestados é uma postura incorreta e inclinada. Também pode haver dor nas costas, dificuldade em caminhar, contraturas no tendão de Aquiles, dificuldade em mexer o pescoço e rigidez ao longo de toda a espinha dorsal.

Os especialistas que o podem ajudar a perceber se sofre de atrofia muscular são o médico de clínica geral e um ortopedista. O médico vai fazer-lhe perguntas sobre o início e persistência dos sintomas e poderá fazer um exame físico, examinando os seus membros superiores e inferiores para perceber se estão dentro do normal.

Tratamento

O tratamento indicado para a atrofia muscular vai depender da gravidade da situação e da quantidade de massa muscular perdida e apenas um médico saberá indicar-lhe quais as melhores opções a tomar.

Por norma, os tratamentos para a atrofia muscular incluem exercícios físicos, sessões de fisioterapia, terapia de ultrassom, alterações na dieta e em casos mais extremos poderá haver necessidade de intervenção cirúrgica.

Exercícios na água como natação e hidroginástica são altamente indicados para os casos em que a pessoa tem dificuldade de locomoção.

Nos casos em que a atrofia muscular não é derivada de nenhuma doença grave, é fácil reverter a situação e a melhor opção é mesmo a prevenção desta condição.

Praticar exercício físico com regularidade é o melhor passo para ter músculos saudáveis e para evitar este tipo de problemas.

Se o seu problema deriva de uma condição mais grave, sabemos que não é tão fácil reverter a situação, mas mesmo nestes casos é primordial que faça algum tipo de exercício para evitar uma atrofia muscular que cause ainda mais incómodo.