Como Curar a Gengivite – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos


Quem pensa que não é um problema grave, na verdade é uma doença séria que precisa de maior atenção do público.

A gengivite é uma doença que atinge muitos brasileiros e se não tratada, pode desenvolver a outros problemas ainda mais graves.

Sendo uma inflamação da gengiva, a gengivite atinge parte da sustentação dos dentes na boca e é a fase inicial da doença periodontal. Por estar no início, fica mais fácil de ser resolvida se tomada as precauções corretas. Caso contrário, a gengivite pode atingir outras partes da sustentação dos dentes, como o osso alveolar, havendo risco de infecções também em outras regiões da boca.

Quais as causas da gengivite?

Muita gente ainda considera a gengivite uma doença comum e por isso o cuidado com a higiene bucal deixa a desejar. Aliás, a grande causa da gengivite é justamente uma higiene bucal precária. Em virtude disso, há um acúmulo grande de placa bacteriana na superfície da gengiva ou nos dentes e na língua.

Se não houver maior atenção a uma higiene mais apropriada, a placa bacteriana se aglomera rapidamente, que se alimenta de restos de alimentos que ficam na boca.

Tendo uma aglomeração de bactérias na região, ocorre o desenvolvimento de ácidos e outras substâncias nocivas, como toxinas, que irritam as gengivas e as deixam inchadas a ponto de estarem inflamadas. Esse acúmulo também é conhecido como tártaro, que se não for retirado logo, se torna duro e mais difícil de ser removido, pois ele fica preso entre os dentes.

Na maioria das vezes é o tártaro que também causa a cárie dentária.

Mas não pense que só a falta de higiene bucal é a causa da gengivite. Em contrapartida, ela também ocorre quando o indivíduo faz a higiene bucal, porém mal orientada.

Uma escovação feita de maneira errada, a falta do uso do fio dental entre os dentes e até uma grande rigidez durante a escovação também estão entre as causas da gengivite. Daí uma melhor orientação na hora de saber cuidar da saúde bucal a fim de que não surja um problema ao invés de ser um benefício.

Por ser muito comum em adolescentes e mulheres grávidas, a gengivite também pode surgir devido a alterações hormonais. Como o metabolismo está em período de trabalho, todo o corpo também está em desenvolvimento, inclusive a área da boca. As gengivas ficam mais sensíveis e a gengivite pode surgir nesse período.

Quais são os sintomas da gengivite?

Desconforto, dor e uma coloração mais avermelhada são alguns sintomas sentidos e vistos de imediato quando se tem o problema.

A sensibilidade fica mais evidente na gengiva, o que pode ocasionar muita inconveniência na hora de beber água ou outra bebida ou na hora de comer.

Devido ao inchaço na área, é possível que haja sangramentos que são mais comuns se houver um esforço maior na gengiva.

Outros sintomas também são comuns quando se tem gengivite. Alguns deles são:

  • Mau hálito;
  • Secreções de pus ao redor e entre os dentes;
  • A gengiva cria bolsas de secreção entre os dentes que a fazem aumentar de tamanho;
  • Separação dos dentes, deixando espaços mais abertos entre a gengiva.

Há casos também em que ocorre um gosto ruim na boca, ter uma coloração mais escura do que a avermelhada e até situações em que o indivíduo não sente dor nenhuma. E é aí que o cuidado precisa ser redobrado.

Tratamento da gengivite

Primeiro de tudo, é necessário ir ao dentista, pelo menos 2 vezes por ano, mesmo que não tenha gengivite. Uma vistoria feita a cada seis meses é o ideal para o dentista avaliar o estado bucal e orientar o indivíduo sobre sua escovação, o uso do fio dental e outras eventualidades que ocorram na boca.

Tendo a gengivite, o dentista irá averiguar todos os sintomas e utilizar métodos que acabem com a doença e que previnem a gengiva de outros incômodos. Fazendo uma profilaxia, o dentista irá remover toda a placa bacteriana acumulada na área (inclusive o tártaro), irá instruir o modo correto de escovação e do fio dental e, se necessário, poderá recomendar o uso de antibióticos ou anti-inflamatórios para resolver o problema, como Cefalexina e Flanax.

Se for o caso, o profissional também poderá recomendar o reparo do uso de aparelhos ortodônticos que podem dificultar a higiene bucal.

É importante lembrar que os medicamentos só podem ser usados sob avaliação médica, nunca realize automedicação! E mesmo não percebendo algum incômodo, é importante ir ao dentista para fazer uma avaliação.

Uma vez ocorrendo, a gengivite, não sendo tratada da maneira correta, pode desenvolver problemas ainda maiores no futuro. Um exemplo é o risco de ser ter AVC’s, dificuldades na hora do parto e doenças cardíacos ou pulmonares.

Por isso, é sempre bom lembrar-se de fazer uma higiene bucal eficiente e eficaz para não ter que sofrer com problemas posteriores.