H1N1 – Gripe Suína, o que é, quais os sintomas e tratamentos?


Conhecida popularmente como gripe suína, a H1N1 já foi reconhecida como uma epidemia em 2009 e 2010, mas é considerada rara hoje em dia, com menos de 150 mil casos no Brasil.

Apesar de toda especulação da mídia e de um estardalhaço causado pela sua existência, a gripe H1N1 é originária pelo vírus influenza A e pouco difere da gripe comum, que tem o influenza A e B em sua composição. Mesmo que tenha originado mortes, a H1N1 é tão letal quanto a gripe comum, que também causa mortes anualmente em milhares de pessoas em todo o mundo.

Como Surgiu a H1N1

O apelido de ‘gripe suína’ foi originário dos próprios cientistas, que acreditam que o vírus foi desenvolvido e transmitido a partir do porco, se potencializando em seu organismo. Ele também pode ser encontrado em aves, bois e vacas, com grande facilidade de mutação.

Do porco, o vírus passou para o homem, que o espalhou para seu semelhante rapidamente e de novo com novas mutações, o que provocou certo pânico a população, que passou a não consumir porcos ou mesmo matá-los para não correr riscos de pegar a doença.

O surgimento da H1N1 trouxe um grande impacto para a população, pelo grande número de pessoas infetadas, que não possuíam preparo de anticorpos para atacá-la. Foram milhares de pessoas doentes continuamente, mas com apenas 1% de mortes. Essa taxa de mortalidade surpreendeu os cientistas, já que é considerada mais baixa que a causada pela gripe comum, em média de 2 a 5% dos casos de contaminação.

Após a pandemia mundial, as pessoas começaram a ser mais expostas ao vírus e a criarem imunidade a ele, o que permitia que pudesse atacá-lo antes mesmo de ficar doente ou acabar demonstrando sintomas mais amenos da doença.

A vacina distribuída nos postos de saúde brasileiros contra a gripe já possui proteção também para a H1N1, o que vem auxiliando muito o controle e diminuição dos casos. A doença não é repassada para pessoas que comem carne de porco, já que o seu cozimento elimina todo o vírus presente.

Causas e Contágios

A ação com um paciente suspeito de estar com a doença é a mesma de quando havia uma epidemia. Ao ser detectado como um portador da H1N1, a pessoa fica em quarentena para não repassar o vírus para outra pessoa.

Como qualquer outra gripe, ela tem uma transmissão muito fácil através de secreções respiratórias, mãos contaminadas por elas e expectoração de espirros. Sua incubação é de um a três dias, e o paciente fica propenso a contaminar outras pessoas a partir do primeiro dia de apresentação dos sintomas.

O uso de máscaras chegou a ser utilizado e propagado durante a epidemia de H1N1, mas logo foi deixado de lado. Isso porque seu uso não foi comprovado como eficaz; ao contrário, guardava secreções e suor da pessoa infectada, que poderia ser facilmente repassado para um indivíduo saudável. Ficou mais comum seu uso por profissionais de saúde.

O vírus é bastante resistente, e pode ficar vivo em objetos por até 8 horas; apesar disso, as piscinas não apresentam riscos por terem cloro. Por isso, é muito importante a limpeza constante com água e sabão em locais onde muitas pessoas têm contato direto, como corrimão e maçanetas.

Para se prevenir da gripe é preciso evitar o contato com pessoas contaminadas, não colocar as mãos nos olhos e na boca, assim como lavar as mãos constantemente com sabão neutro e, se for possível, álcool gel, e evitar ambientes fechados com muitas pessoas aglomeradas.

Sintomas

Os sintomas básicos são dores de cabeça, febre, tosse, dor de garganta e nos músculos. Sua diferença com a gripe mais comum é que o paciente adquire diarreia e vômitos, muitas vezes intensos. Esses sintomas podem se complicar com a pneumonia, uma síndrome respiratória aguda e outras doenças mais graves nas vias respiratórias. É importante identificar em pessoas contaminadas se há dificuldade em respirar, dor no tórax, desorientação com alterações na consciência, vômitos mais constantes e pressão arterial mais baixa.

Pessoas com fatores de risco, como ser menor de cinco anos e maior que 65, grávidas, quem já possui doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, insuficiência renal e desnutrição tendem a adquirir mais fácil outras complicações graves se não tiverem cuidados especiais com uso de antivirais.

Tratamentos

O tratamento básico indica hidratação constante, boa alimentação com ênfase na vitamina C, uso de antitérmicos e repouso.
As Gripes na História
A gripe já teve várias epidemias durante a história da humanidade, inclusive dizimando parte dela. As constantes mutações da influenza acabam tornando o vírus mais forte e de difícil combate.

A mais devastadora de todas foi a gripe espanhola, que teve seu ápice no ano de 1918, junto ao fim da Primeira Guerra Mundial, com 20% da população contaminada pela doença. Foram mais de 50 milhões de pessoas mortas por ela.

Em seguida, a gripe asiática, transmitida por patos, matou mais de 2 milhões de pessoas, semelhante a gripe aviária, mais comum na Ásia.