HIV – AIDS – O que é, quais as causas, sintomas e tratamentos?


O HIV (vírus de imunodeficiência adquirida) é um vírus que ataca diretamente o sistema imunológico através da invasão que altera o DNA da célula, agindo como uma cópia de si mesmo e se multiplicando rapidamente pela corrente sanguínea. Dessa forma, a pessoa infectada pode ficar propensa a adquirir facilmente inúmeras doenças, muitas delas fatais.

Como o vírus possui um longo período de incubação até o aparecimento dos primeiros sintomas, algumas pessoas podem até mesmo nunca apresentarem nada e apenas serem portadoras do HIV. Quando os sintomas começam a aparecer e as células afetadas a atacar as defesas do organismo, é caracterizado o surgimento da AIDS.

Ou seja, é o HIV que causa a AIDS quando o sistema imunológico não consegue mais controlar o vírus e começa a reproduzi-lo em grande escala.

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Origem do HIV

O HIV surgiu de mutações do vírus SIV, desenvolvido no sistema imunológico de chimpanzés e macacos africanos. Os chimpanzés originaram o HIV1, um vírus semelhante ao atual e bastante agressivo, que não o atacava diretamente, mas era devastador em contato com o sangue humano. Já os macacos africanos originaram o HIV2, muito mais brando e com um tempo prolongado até surgirem os sintomas da doença.

Não se sabe exatamente como o vírus começou a se alastrar para a humanidade, mas é muito possível que tenha sido inicialmente pelas tribos africanas que tem esses macacos como iguaria culinária.

Tudo começou a se disseminar na década de 30, se expandido intensamente nas décadas de 60 e 70, exatamente pela maciça ocupação europeia e americana na África. Os primeiros casos que começaram a surgir não tinham explicação para os médicos e cientistas, que demoraram a identificar a AIDS no inicio da década de 80.

A década de 80 foi considerada marcante para o HIV e a AIDS, a partir da identificação da doença, isolamento do vírus, inúmeros testes e o início de drogas que tentavam controlar a doença.

Porém, nesse período ela se tornou uma epidemia, matando muitas pessoas, inclusive famosas. Por muitos anos ela foi identificada como uma doença maldita e que só atacava gays, ajudando a engrossar o preconceito com a homossexualidade. A ironia é que no final da década de 90, a maior parte dos infectados do período eram mulheres casadas, heterossexuais e sem ter tido qualquer relação fora do casamento, o que configura que seus transmissores eram os próprios maridos.

O fato é que o HIV pode ser transmitido por sangue e secreções sexuais de ambos os sexos e de qualquer idade, etnia e classe social.

Tão devastador quanto às muitas mortes, era o preconceito com os portadores da doença. Pessoas com a AIDS constatada eram isoladas socialmente e muitas vezes execradas, como se o HIV pudesse ser transmitido como uma gripe.

Só através de muitas e maciças campanhas de conscientização a população começou a compreender a dimensão da doença e também como ela era transmitida e controlada. Segundo o Programa das Nações Unidas para Combater a AIDS, a doença já matou mais de 21 milhões de pessoas no mundo nas décadas de 80 e 90.

No final da década de 2000 já eram mais de 36,1 milhões de pessoas contaminadas com HIV, inclusive crianças. E os números são alarmantes: a média anual de pessoas contaminadas gira em torno de 5 milhões.

Sintomas, Formas de Contágio e Prevenção

As formas de contagio do vírus HIV são:

– Sexo sem camisinha, seja vaginal, oral ou anal;
– Uso de seringas compartilhadas;
– Transfusão de sangue com o vírus;
– Uso de instrumentos cortantes não esterilizados, como facas, alicates e tesouras.

E para dissipar qualquer dúvida, o vírus do HIV não é transmitido nas seguintes circunstâncias:

– Sexo com camisinha;
– Masturbação;
– Beijo no rosto ou na boca;
– Suor e lágrima;
– Uso compartilhado de banheiro, assento, piscina, banheira, sabonetes, toalhas, lençóis e talheres;
– Doação de sangue;
– No ar, mesmo em ambientes fechados e com grande aglomeração de pessoas;
– Picada de inseto.

O portador de HIV, quando começa a sentir os sintomas da AIDS, apresenta febre, emagrecimento muito rápido e sem explicação direta, fraqueza, diarreia constante, infecções e problemas respiratórios.

Tratamento do HIV – AIDS

Tanto o HIV quanto a AIDS não tem cura. Hoje há avançados tratamentos que permitem o controle máximo do HIV no organismo, fazendo com que haja pessoas que nunca apresentarão AIDS. O tratamento é extensivo a mulheres grávidas e portadoras do vírus, que podem gerar bebês saudáveis.

No Brasil, os exames para detectar a AIDS são gratuitos e feitos de imediato em qualquer posto de saúde. Da mesma forma, as camisinhas são liberadas gratuitamente, e também todos os remédios disponíveis para quem já comprovou a doença. O país é referência no combate a AIDS na saúde pública mundial.

Os múltiplos tratamentos são realizados para prolongar a vida do portador de HIV, com qualidade de vida e amplos cuidados. Mas independente da qualidade tecnológica e avançada do remédio, é fundamental que o paciente receba carinho e respeito, sem perder sua convivência social e afetiva. A autoestima é também fator crucial para a recepção do tratamento e o controle viral.