Sintomas de Infarto – Causas , Prevenção e Tratamentos


O infarto é a morte (necrose) de um tecido que não recebeu sangue suficiente devido a algum impedimento ou bloqueio. No coração, também é chamado de ataque cardíaco ou de infarto agudo do miocárdio. Ele ocorre quando uma das artérias coronárias (direita e esquerda), que levam sangue para os músculos do coração (miocárdio), ou uma de suas ramificações, é obstruída, fazendo com que o sangue que chega numa determinada área do coração seja insuficiente.

O infarto pode ser fatal, mas se o paciente for submetido a um tratamento adequado e rápido, é possível evitar que o músculo cardíaco sofra danos significativos, permitindo que a pessoa viva por muitos anos. Portanto, é muito importante procurar um hospital ou chamar a emergência ao notar os primeiros sintomas do problema.

Causas do Infarto

O infarto é causado pela obstrução de uma ou mais artérias que levam oxigênio ao coração através do sangue. Essa obstrução costuma acontecer repentinamente, através de um coágulo de sangue que se forma em cima de uma placa de gordura localizada nas paredes internas das artérias.

No passado, a medicina acreditava que o infarto ocorria quando essas placas de gordura cresciam até fecharem o vaso por completo. Entretanto, hoje está comprovado que esse fechamento ocorre por causa da ruptura de uma dessas placas de gordura, que leva à formação de um coágulo. É esse coágulo que obstrui a artéria de forma abrupta e gera o infarto do miocárdio.

Sintomas do infarto

Os sintomas variam em cada paciente, mas o mais comum são fortes dores no peito (aperto), comumente do lado esquerdo e perto do abdômen, com as dores se espalhando para o braço esquerdo. Podem vir acompanhadas de vertigem, náuseas, sudorese e palidez.

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Nas mulheres, os sinais podem ser menos acentuados, mas em ritmo mais constante. Qualquer dor nessas regiões que persista por 20 minutos ou mais deve ser levada a sério. Nesse caso, o paciente deve procurar um hospital imediatamente. Os sintomas podem ser súbitos ou levar dias para atingir um nível elevado, por isso é preciso fazer exames regularmente e estar atento a possíveis sintomas.

Tratamentos

O tratamento dessa doença pode variar para cada caso, de acordo com a gravidade do infarto, podendo incluir medicação no hospital e posteriormente regular, e cirurgias.

Alguns dos medicamentos mais usados no tratamento de infarto são:

  • Ácido acetilsalicílico (aspirina);
  • Trombolíticos;
  • Inibidores de agregação plaquetária;
  • Nitroglicerina;
  • Analgésicos.

Esses medicamentos são ministrados tanto para afinar o sangue, garantindo o seu bombeamento adequado, quanto para diminuir a obstrução das artérias. Qualquer medicamento ou tratamento só deve ser feito com orientação médica.

As cirurgias são realizadas apenas em casos graves, e podem ser dois procedimentos:

Cirurgia de revascularização miocárdica: esse procedimento pode ser feito por aparelhos ou com o coração batendo, e cria um caminho ao redor da obstrução para permitir que o sangue passe a fluir novamente com facilidade.

Angioplastia coronária com implante de Stent: o paciente recebe um Stent (tubo bem pequeno feito de cobalto ou aço) que vai ajudar a abrir a artéria e, consequentemente, melhorar o fluxo sanguíneo.

Prevenir um infarto

Existe uma série de medidas que auxiliam na prevenção de infartos, como:

  • Praticar atividade física regularmente, caminhar cerca de 30 minutos todos os dias reduz os riscos de doenças coronárias;
  • Deixar de fumar, já que o cigarro facilita a aderência e o crescimento do colesterol nas paredes das artérias, bem como pode causar inflamação dos vasos, o que facilita o rompimento das placas que originam os coágulos e, por fim, a nicotina presente no cigarro tem efeito vasoconstritor, ou seja, não deixa que as artérias se dilatem para aumentar o fluxo do sangue quando for necessário;
  • Manter uma dieta controlada e saudável, evitando alimentos fritos e gordurosos, dando preferência à ingestão de verduras, legumes, frutas, fibras e carne de peixe;
  • Controlar diabetes (reduz a taxa de mortalidade), a pressão arterial e o colesterol, considerados fatores de risco para doenças coronárias e que podem ser controlados com medicação, mudança de hábitos e alimentação e acompanhamento médico;
  • Evitar a obesidade e o sedentarismo, já que pessoas obesas têm duas vezes mais chances de ter doenças cardiovasculares, além de aumentar doenças que são fatores de risco para doenças coronárias, como diabetes, colesterol alto e hipertensão;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas ilegais, como a cocaína;
  • Fazer acompanhamento médico regularmente.
  • A ingestão de ácido acetilsalicílico (aspirina) em baixa dose (100 mg), está relacionada à prevenção e ao tratamento do infarto. Em doses baixas consegue atuar inibindo a ação das plaquetas (células do sangue que começam o processo de coagulação). Assim, a aspirina diminui a formação de coágulos que se formam quando uma placa de gordura é lesionada. Esse medicamento diminui o risco da ocorrência de infarto em pacientes que apresentam alguns dos fatores de risco e pode ser prescrito por um médico ao avaliar que um paciente tem chances significativas de ter um infarto nos próximos 10 anos.