Como curar o stress pós-traumático – o que é, sintomas, causas e tratamento


O stress pós-traumático não tem uma cura definitiva, mas pode ser tratado de forma a ficar controlado e a não interferir com a vida do paciente.

Se já passou por um acontecimento que resultou num trauma psicológico, a probabilidade de sofrer de stress pós-traumática é muito elevada. Infelizmente, existem milhares de pessoas por todo o Mundo que passaram por situações bem difíceis e desenvolveram este problema.

Apesar de não ter uma cura propriamente dita, o stress pós-traumático pode ser controlado e a sua vida pode voltar ao normal.

O que é stress pós-traumático?

O stress pós-traumático é um transtorno de ansiedade, que faz com que o paciente sinta uma variedade de sintomas físicos e psicológicos que interferem com a sua vida quotidiana. Esta situação acontece devido à pessoa ter assistido ou ter sido vítima de um episódio violento ou traumático, que colocou a sua vida, ou a vida de pessoas próximas, em perigo.

A pessoa que sofre de stress pós-traumático recorda com frequência a situação vivida e sente-se como se estivesse novamente a passar por aquele momento, exatamente com a mesma intensidade e com a mesma dor. Esta recordação designa-se revivescência e provoca alterações neurofisiológicas e mentais severas.

Sintomas do stress pós-traumático

São vários os sintomas do stress pós-traumáticos, sendo um dos mais aflitivos para o paciente o de reviver constantemente o momento do trauma. A pessoa costuma ter pesadelos com o momento traumático e mesmo acordada é comum haver alguns flashbacks, por norma motivados por algo que nos faz lembrar o local do acontecimento ou a pessoa que nos causou o trauma.

Uma pessoa que está a passar por uma fase de stress pós-traumático vai evitar a todo o custo o local do trauma, bem como situações onde possa voltar a acontecer. Por exemplo, se uma pessoa teve uma situação traumática num concerto, no futuro vai fugir destas situações. Estas mudanças de rotina são muitas vezes a “ponta do iceberg” que nos mostra que algo de errado se passa.

Outro sintoma importante é o afastamento emocional. Quando a pessoa está afetada pelo stress pós-traumático tem uma maior tendência a afastar-se das pessoas com as quais se relaciona e a perder o interesse pelas atividades de que antes gostava. Também é comum haver uma ansiedade exagerada, que pode culminar em ataques de pânico. Pode também haver distúrbios de sono (normalmente períodos longos com insónias), dificuldades de concentração e incapacidade de agir corretamente num meio social.

As pessoas que sofrem de stress pós-traumático sentem-se sempre em baixo, com pensamentos negativos e com uma sensação de vazio muito vincada.

Causas do stress pós-traumático

Situações violentas e traumáticas que podem representar ameaça para a vida da pessoa são as principais causas do desenvolvimento do stress pós-traumático. Note-se que o stress pós-traumático não se desenvolve apenas em situações de violência física.

Muitas vezes, as pessoas acabam por ficar traumatizadas devido a situações de violência psicológica e devido a situações de humilhação.

Os traumas ocorridos na infância e na adolescência são os que deixam mais marcas ao longo da vida, pois acontecem no momento em que a personalidade da pessoa se está a formar. Situações de bullying, violência doméstica e situações de preconceito são causadores deste tipo de stress.

Tratamentos

Os objetivos do tratamento do stress pós-traumático são diminuir os sintomas para melhorar a vida do paciente, evitar situações de risco (como vontade de cometer suicídio), melhorar a sua vida social e tratar os transtornos que podem surgir, como depressão e esgotamento.

Um dos tratamentos mais utilizados é a terapia cognitivo-comportamental, durante o período de seis meses até um ano. Em alguns casos, é preciso utilizar também antidepressivos e ansiolíticos.

Os especialistas referem que quando se associa a psicoterapia ao uso de medicamentos, os resultados obtidos são bastante positivos.

Os medicamentos mais utilizados para o tratamento do stress pós-traumático são Assert, Setralina, Rivotril e Paroxetina. Contudo, nunca deve automedicar-se, pois só o médico, após conhecer o seu historial clínico, poderá dizer que medicamento é mais adequado para o seu caso, assim como dosagem a tomar e duração do tratamento. Nunca deve interromper o uso de algum medicamento deste tipo sem consultar o seu médico e deve sempre respeitar as dosagens receitadas.


As probabilidades de ter uma vida normal com o tratamento adequado são bastante elevadas. Felizmente, existem já muitos casos de sucesso, em que a pessoa vítima de trauma consegue levar uma vida relaxada e saudável. É preciso ter em conta que o trauma fica sempre e haverá situações difíceis de lidar. Se sofreu um trauma a andar de avião, não é expectável que se sinta seguro a voar novamente.

Deve procurar a melhor alternativa possível para que este trauma não condicione a sua vida e não deve ter qualquer problema em falar com um médico sobre o que sente!